2027 marca o fim das lâmpadas HPS na Europa: o desafio da transição na iluminação pública

A eliminação progressiva das lâmpadas HPS na União Europeia representa uma mudança estrutural no setor da iluminação pública, com impacto direto nos municípios, operadores e infraestruturas urbanas.

A União Europeia definiu o fim progressivo das lâmpadas de vapor de sódio de alta pressão (HPS), estabelecendo 2027 como um marco crítico para o setor da iluminação pública.

A eliminação das isenções associadas ao uso de mercúrio tornará inviável a colocação no mercado da maioria destas lâmpadas, acelerando a necessidade de modernização das infraestruturas existentes.

Embora Portugal tenha registado avanços significativos na adoção de tecnologia LED, persistem desafios importantes associados à execução da transição, particularmente ao nível do planeamento, investimento e capacidade de implementação.

O que muda em 2027?

O phase-out das lâmpadas HPS resulta de um conjunto de diretivas europeias relacionadas com a restrição de substâncias perigosas, incluindo o mercúrio.

A partir de 24 de fevereiro de 2027, a maioria das lâmpadas HPS deixará de poder ser colocada no mercado europeu para aplicações de iluminação geral, incluindo iluminação pública.

Mais do que uma alteração tecnológica, esta mudança representa uma inevitabilidade legal e operacional para o setor.

O principal desafio não é tecnológico

A tecnologia LED encontra-se consolidada, o enquadramento legal é claro e os benefícios energéticos são amplamente reconhecidos.

No entanto, continuam a existir fatores que condicionam a aceleração da transição:

  • restrições orçamentais;
  • processos concursais complexos;
  • necessidade de investimento inicial;
  • ausência de planeamento estruturado;
  • decisões condicionadas por ciclos políticos.

Ao mesmo tempo, muitos municípios continuam dependentes de infraestruturas HPS, frequentemente com abordagens reativas associadas à substituição por avaria.

O principal risco já não está na disponibilidade tecnológica, mas sim na capacidade de execução.

Uma oportunidade estratégica para os municípios

A transição para LED não representa apenas uma exigência ambiental e regulamentar. Constitui também uma oportunidade estratégica de modernização da infraestrutura urbana.

Entre os principais benefícios destacam-se:

  • reduções de consumo energético superiores a 60%;
  • diminuição significativa de custos de manutenção;
  • melhoria da uniformidade luminosa;
  • maior capacidade de controlo operacional;
  • aumento da eficiência energética das redes de iluminação pública.

Em muitos casos, os períodos de retorno do investimento situam-se abaixo dos dois a três anos.

Cada ano de atraso representa perda direta de eficiência e poupança acumulada.

2027: deadline ou oportunidade?

O ano de 2027 representa mais do que uma data regulatória. Constitui um teste à capacidade de planeamento e adaptação do setor da iluminação pública.

A diferença estará na forma como esta transição será conduzida: de forma reativa e sob pressão, ou através de uma estratégia faseada e antecipada.

Consulte o artigo técnico completo

O phase-out das lâmpadas HPS já está em curso e terá impacto direto na operação e manutenção das infraestruturas de iluminação pública nos próximos anos.

Consulte o artigo técnico completo sobre o enquadramento regulamentar, os fundamentos técnicos das lâmpadas HPS, os impactos ambientais associados e os desafios da transição para LED em Portugal.

Leia o artigo técnico completo AQUI.

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